terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Quase



Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luis Fernando Veríssimo

sábado, 8 de junho de 2013

It's been a while



Voltei! Voltei pra você meu querido blog. Depois de tanto tempo ''nessa brincadeirinha" faz quase um ano que eu estava vivendo todas as expectativas e momentos inesquecíveis na minha vida e tinha vários estímulos (e algumas pessoas) pelos quais atualizar aqui.

Continuo cheia de expectativas para o futuro e a palavra de hoje na reunião me fez ter vontade de escrever novamente aqui. Jacemã pregou hoje na reunião em Brotas sobre os três tempos em que a vida  cristã está baseada: passado, presente e futuro. No passado está o que Cristo fez, essa lembrança/consciência mantém o espírito de gratidão a Ele. Tudo o que Ele fez é suficiente e me ajuda a me preservar no tempo presente no Reino de Deus, pois as lutas contra meu eu, contra o mundo e contra o diabo são diárias e é preciso perseverança para manter o os olhos em Jesus. E o olhar para o futuro apela para esperança, pois há um futuro em Cristo.

Não quero me esquecer do passado nem desprezar o futuro por causa das coisas do presente, e se tiver que escolher entre o passageiro e o eterno que Jesus me guie a escolher as coisas eternas, pois tenho certeza que esse tempo “aqui e agora” já é quase passado.


Esses últimos meses tem sido tempo de aprender muito a esperar em Deus e ver as respostas e direção Dele para mim. Principalmente por que as peças do quebra-cabeça que é minha vida (e parece ser muito mais de mil peças rs) estão se encaixando e todas aqueles assunto que juntos me afligem de vez em quando como por exemplo: qual direção tomar dentro do curso e profissão que escolhi, onde trabalhar, missões, meus próprios sentimentos, amizades, e como o Reino e Deus pode ficar em primeiro lugar se tenho tantas sonhos paralelos.
O tempo me mostrou algumas respostas, mas eu sei que ainda tem mais.



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Faço minhas as suas palavras

"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim:
esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."

João Guimarães Rosa